Minha mãe me pedia ajuda toda vez que o iPhone dela enchia, mesmo que eu tenha assinado o plano mais alto do iCloud. Mas na percepção dela, o celular virava um halteres de 5kg todo mês.
A conversa sempre era a mesma: ela não sabia o que podia apagar, tinha medo de perder foto importante, e no final ficava com cinco fotos do mesmo ângulo e uma galeria com 18 GB que ela nunca ia conseguir organizar sozinha. Tudo bem que eu tenho 18 mil fotos mas em minha defesa eu tenho gatas.
Toda vez que eu tentava encontrar um app que resolvesse isso, voltava com um 🤷♂️ que ela não gostava muito. Os que existem ou são técnicos demais, ou invasivos demais, ou caro demais, ou simplesmente não oferecem a segurança que ela precisava para agir com confiança, alguns deles tudo isso ao mesmo tempo. Então fiz o GalleryCheckup.
O foco do app é exatamente o ponto que faltava nos outros: ajudar um usuário (talvez em idade mais avançada) a limpar a galeria por conta própria, com clareza e sem medo. Ele identifica fotos duplicadas, borradas, capturas de tela esquecidas, e aquela montoeira de imagens que o WhatsApp salva por padrão das conversas no grupo dos vizinhos. Depois apresenta tudo de um jeito que qualquer pessoa, mesmo sem familiaridade com tecnologia, consiga avaliar e decidir o que fica e o que vai embora. Não é o app que decide por você; é o app que te dá contexto suficiente para decidir sem tremer na base.



Tem uma coisa interessante em criar pensando numa pessoa específica: você para de presumir o que o usuário sabe. Quando o usuário imaginário tem nome e sobrenome, e dorme debaixo do mesmo teto, cada decisão de UX vira uma pergunta concreta. “Minha mãe entenderia esse botão?” é um filtro surpreendentemente eficiente.
O resultado é um app que funciona como uma espécie de personal trainer de galeria: paciente, organizado, e que não deixa você fazer nada irreversível sem ter certeza. Disponível em gallerycheckup.app. E sim, minha mãe usa. Ela até assina (de graça pois dei um código pra ela).